sábado, 25 de agosto de 2012

des[ construção ] - (des )conexa

 
 
 
 
des[ construção ] ( des )conexa

escarcéunario

*
ave
voraz
avestruz etrusco
albatroz atroz
se vê ao vê-la
alva na árvore de avelã
ao avesso na vala
se evola algo dão fio de lã
vela verme ver-me verte
ver-te verde
o vurmo vêde
(s)em rumo vórtice
vólucre álacre
desafio a meada
a moeda o ocre
o creme doce acre
o podre o bruto
a pedra brota
como
amar remar somar
hagar horrível amou helga
ivan terrível
amou sete mulheres
matou aos milhares
rompeu as muralhas
e na melhor das hipóteses
as teses são hipotecas
ou pipocas
como
o hangar de avião
explodiu
um navio fantasma
que ninguém viu
o pavoroso pavio
de pólvora
polvo rosa
o povo em polvorosa
os ramos amarelos
avermelhados elos
olé diário lhe dá de relho
melhor seria a rolha
do que o ralo
- ralho e ralo -
a rola no lero-lero
nem vem querer
que também quero
quero-quero
recruta zero
mel de abelha
estrela estrila
a trilha do horror
o rol da pomba-gira rola
além do olho o arrulho
rolo olor loro marulho
barulho no bar
oooo rrrr llll oooo
bêbados andarilhos
trilhos trilha tralhas
mil ilhas milhas
melão mamão melaço
entre as pernas o aço
faço um laço de fita
dé ri mé fi sá ló
sim o sol
se põe hipoglós
essa glosa é ótima
hipopótamos aí
pó um átimo
último em meu íntimo
há em ti amor ?
roma romã
luar raul
aroma amora
morango moranga
rango danço um tango
um ranger de estrelas
lê em mim sky
poesia pois é poesia
estais no céu
da boca azia sais
má digestão
desconstrução desconexa
anexa a palavra anoréxica
lavra vara a terra
varre a lava
a larva escorre
de ré e revolve
a terra a poesia
se resolve um tiro de revólver
vou ver a poesia
em minhas entranhas
mas que coisa estranha
essa aranha numa teia
sou ateu sou teu sou meu
ao léu à-toa na boa em lisboa
flor-de-liz
sou feliz
sou céu sou cio sou sul
um til na palavra mais vã
a poesia no divã
pois a poesia
está na palavra
e não fora dela
cadê-la ?
minha cadela
a ferro e fogo
forja ela foge
fogaréu névoa
londrina voa
pela américa latrina
uma ave nu condor
vem e leva adão e eva
a morderem a maçã
serpente em teus cabelos
belos é uma medusa
me usa me abusa
tira a blusa nessa tarde
meuteu corpo arde
em vaga-lumes
eleva-me
elevador ao salvador
ao sal da dor
ao soldador
ao sol a dor
leva-me lava
à luz do sol
no azul do céu
a cicatriz
em mim tua unha
um escarcéu
um escarro no cenário
um rio diário
um dia
eu ia
ai de mim
sem a poesia
 
 
 

2 comentários:

  1. ooooohhh!!!!! sublime! sublime! sublime!

    poesía
    vida
    poesíaparida
    qué sería de nos sin poesía*

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