sábado, 18 de fevereiro de 2012

geografia da alma


geografia da alma




- escuridão:
um tremor de céus
invade as palavras

mostra-me as escamas
do seu rosto sem véu

não olhe: a minha língua
em chamas ela invólucra e vadia
lerda arrasta-se póstuma
pelas vias das minhas veias

- melhor morrer de poesia que de azia !

( dizia o “ eu ” em seu “ mantra ” )

não está tua
face de mármore
na voragem dos dias
sob esta arvoragem de cílios ?
ou nesta línguagridoce
underground que me leva aos delírios
do primeiro ao último round ?

a cor da lâmina em meu pescoço
uma serpente mordendo o rosto
a arma ardente em minha mão
interrompendo
o coração

sei os loucos g
ritos
com o que me resta
decifro-os

ah ! minha creta !
que imaculada medita
errâneos salferidos
que em mim habita
- um touro de minos -

uma constelação de ruínas
de mim apossou-se de mim
como poseidon do olimpo

- desço dos céus ao labirinto -

chão de pétalas:
um caminho vermelho
me leva ao infinito