sexta-feira, 2 de setembro de 2011

odysseia

odysseia



olisipo ( allis ubbo ):
púrpura tíria phoenicia

kina’ahu - “ canaã “
kinahu - “ carmesim “

olissipo: hellas / graecia
ulysses como odisseu
a fez: odysseia

“ ibi oppidum olisipone ulixi conditum:
ibi tagus flumen “   (1)

olissipona ou como ptolomeu
disse: oliosipon

roma : lusitania
pax romana
- felicitas julia -

visigodos / westgoten
chamaram-na:
ulishbona

mouros / imazighen
d(en)ominaram-na:
al-luxbuna
ou
al-ushbuna
apelidada de “ kudyia ”

al-idrisi  (2)   cantava:
“ o mar lança palhetas de ouro sobre a praia “

de qualquer forma
teu nome é:

lisboa

“ uma noiva em sua alcova nupcial “
- al-maghribi   (3)

teu corpo
se esparrama
em nostalgia
nas douradas areias
noite e dia
ali onde o tejo
porto seguro de naus
e caravelas
de ninfas ibéricas
beija o mar

esta cidade bela
do fado que deságua
dentro em mim
lodosas e úmidas
ilhotas salinas
a bordejar
num mar de palha
das sete colinas

cidade íngreme
do bairro alto
da baixa do paço
do chiado do rossio
da alfama de belém
dos aventureiros
que partiram
 para o além
muito além do além-mar

lisboa: flor-de-lis
sempre te quis
à toa ao meu redor
onde um remador
se fez odisseu
numa épica
odisséia

o ocaso de mim
entre ramos de ciprestes
o alvorecer de ti
entre gotas de orvalho
assim te levo
ao mar tenebroso
onde o vento
nos (a)guarda
onde há o sol
que (t)arda



Notas:

1. Segundo a lenda de Estrabão ( 63 D.C / 24 D.C ), historiador, geógrafo e filósofo grego, Ulysses teria fundado uma cidade na penísula ibérica, que seria Lisboa. Do latim: “ Ibi oppidum olisipone ulixi conditum: ibi tagus flumen “, cuja tradução seria: “ Ulysses fundou Lisboa às margens do rio Tejo...”

2. Abu Abd Allah Muhammad Al-Idrisi, ( 1110 – 1165 ) cartógrafo medieval árabe que escreveu sobre a fundação de lisboa...

3. Ali Ibn Musa Ibn Said Al-Maghribi, ( 1214 – 1286 ) poeta, geógrafo e gramático arábe,  também relatou em seus escritos a história de lisboa...

3 comentários:

  1. "o ocaso de mim
    entre ramos de ciprestes
    o alvorecer de ti
    entre gotas de orvalho
    assim te levo
    ao mar tenebroso
    onde o vento
    nos (a)guarda
    onde há o sol
    que (t)arda"

    Gostei desse teu espaço...
    Obrigada pela visita!

    Tuany Dutra
    retalhoscotidiano.blogspot.com

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  2. eu te velo
    até que amanheça
    de novo
    e de novo
    qual criança brinca e sonha
    e no ocaso por acaso
    tu me abraça?

    ***

    (eu gostei muito das notas, da lisboa e dessa nossa odisséia toda por aqui entre ocasos e amanheceres se cria uma cidade de vento e sol.)

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  3. teu sol, por entre pétalas
    incendeia a estrela
    que se perde da noite...

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