segunda-feira, 9 de maio de 2011

treva e seda



treva e seda


entre esfinges : o olhar se alvoroça

convulsivo -
não veremos     jamais
elaborar           as tardes
a golpes           de relâmpagos

corpo e carne:

mas o corpo é frágil
e em cortejo
a carne se entrega

à marcha da cadência em rios
de pura lira d'água:

tramamos
as mãos coroadas de cristais !

semicerrados      o horror os consumia
casulos               entre treva e seda
cílios de ouro     ou quase espinhos

- delírios das pálpebras já dissolvidas -

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