quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

círculos

círculos



a
cor
dei
às estrelas
na paisagem do rio
que está na memória
espessa

a vida
que se vive
diária mente
como um cio
fuindo rente
e ir até aflorar
ao ex
tremo
sobre o mármore
mais tenro
e é difícil saber
entre as árvores
da lama exposta: quem será que amei ?

- (d)os sonhos (in)versos ?
- (d)as so(m)bras (in)vernais ?

este rio se esvai
triste em sangria
do ventre
(d)a pedra contígua
(d)o corte onde o rio
se espalha ao mar
espelho de si mesmo
onde
a
dor
meço

Um comentário:

  1. Tava passeando por aqui. Gostei deste poema.
    E do duplo sentido que vc deu às palavras.

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