terça-feira, 16 de novembro de 2010

qualquer cor


qualquer cor



um colar
cuja cor não percebo
mas pode ser
pelo brilho
bem cedo:

- qualquer cor -

o rosto

viva
(se) esconde
como deuses

de demônios

- uma diva -

se meu divã falasse

diria:

- nua fotografia -

o queixo
sobre o ombro
em silêncio desnudo

um sorriso um sonho
profundo

um belo sibilo
na amplidão
diária

- sorria -

cheiro de uvaia

na solidão
e tudo se amplia

devaneios

barreiras vícios
um grito só no coração

- são ossos do ofício -

diria em meu divã -
por tudo isso
sou fã

Um comentário:

  1. Bom, cá estou...rs Demorou mas achei... A tua sensibilidade é impresionante. Consegues captar e criar nos menores detalhes a mais rica e refinada poesia. Esta sou eu,qualquer cor... Antes de ser meu fã, eu já era TUA fã... Obrigada. Todos os beijos eu te dou daqui dessa lonjura, my dear.

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