sábado, 16 de outubro de 2010

vôo sonhado


vôo sonhado



da calçada de pedra cal
alça vôo a caça cauda lírica

- carcaça em arco estral -

náufraga de escarpas cerradas

é couraça
de cristal
que trinca na tarde
entremeada às traças

o branco do céu
em mantra nesta cortina
densa de (r)astros ergue-se
uma correnteza de tramas

nos meandros da sombra
vertem fragrâncias de frascos
do ventre à vértebra
inerte que afronta

(re)pousa
ao revérbero dos olhos
onde rochas tremem
em trevas
sentidos secretos dos poros

- de espáduas amplas -


que bradas ?
se recusa no crepúsculo tecer
traços (ex)traídos da palavra ?

- o hálito -

em pó sem asas
cumpre o hábito
ato pró-
digo - de quase estorvo -
estuar o último vôo
ao troar do corvo
tão só

Um comentário:

  1. Obrigado pela visita e pelas palavras.

    Voltarei aqui com mais tempo outra hora, que até dezembro não terei tempo de coçar o nariz.

    mas gostei do que li, dos sons, das voltas.

    abraço.

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