sexta-feira, 15 de outubro de 2010

vôo infinito


vôo infinito


ah ! poeta !
porque brincas
com um disparo na testa

se nas frinchas
do silêncio se infiltra
um vento farpado ?

não é por acaso
que o céu registra
versos sem prazo

que ornam o hálito
de estrelas súbitas
ao inimigo tácito ?

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