sexta-feira, 15 de outubro de 2010

mar vermelho


mar vermelho




abro os olhos

alvo roço
a língua áspera
ínsula alegoria
a altear a pálpebra
nesta elegia

inútil partir
o lacre desta colheita
abrupta à alma em carne viva !?

- a morte me sepulta -

o sonho é tédio
sonho o duro fardo
deste sonho ébrio
sem rédea

a lágrima amarga
se desnuda na pálpebra
se a pedra
[ que não seja regra ]
um mar vermelho
sem fio não (es)cava

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