sábado, 18 de setembro de 2010

tempo tempo tempo


tempo tempo tempo



- tempo -

não tenho o encanto
extraviado e imutável ao léu
nem o mantra do momento


habitar é preciso (n)essa solidão ?

o sol lodoso reverte o teu olhar
sobre o meu olhar já dissolvido

- tempo -

não quero o quebranto
extasiado e imóvel no céu
nem o canto do isolamento


navegar é conciso nessa amplidão ?

o cio ocioso e inerte do teu olhar
sobre o meu olhar já convertido


- tempo -

não sonho o lamento
extenso e intolerável troféu
nem minto meu argumento


remirar é indiviso nessa colisão ?

o frio odioso e solerte do teu olhar
sobre o meu olhar já amortecido

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