sábado, 3 de julho de 2010

a pedra e a perda


a pedra e a perda 



percebo
sonhos da tarde arderem
segredos aos flancos:

- unhando-se -

entre nácar e néctar
concedo-te ambos
a alma em riste
as mãos encardidas
em carne viva
expulsando a pedra escarlate
esta perda mútua da vida

vestígios do horizonte:
o mármore do teu rosto
esfria

aqui o poeta
pelos charcos das ruelas
agora sobe em cortejo os céus
entretecido pelo fogaréu
da ínsula alma

- sonhas -

e o poeta sonha:

em qual labirinto
as pálpebras em teia
pressinto ?

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