sexta-feira, 23 de julho de 2010

fio da meada


fio da meada



 
súbito
encerro os olhos
soturnos

charco
espesso dentro
deflagro rastros
sulcos

a noite tecia
o mar imerso entre
ondas imensas
ostras

passo
que se apressa
(re)fugindo da insônia
âmbar

esta
a melodia dos fios
que se disfarçam
na meada oblíqua
 da vida

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